Menino morde pit bull

Demorou, mas aconteceu. Esperava essa notícia desde os tempos de faculdade. Explico: era lugar-comum entre professores de jornalismo dizer que um cachorro morder uma criança não é notícia, pois não traz nada de novo. No entanto, se uma criança mordesse um cachorro, aí sim, o fato daria uma bela manchete.

Pois acaba de acontecer. Ao sentir-se ameaçado por um pit bull, um menino de onze anos não teve dúvida em pagar o bicho com a mesma moeda. Diz a reportagem que o petiz mordeu o animal com tanta força que este, ao tentar escapar assustado com tal valentia, arrancou-lhe um dente, que ficou cravado em sua carne.

Se eu fosse um desses militantes fanáticos de Ongs que defendem os animais estaria fazendo campanha para amordaçarem o garoto. Afinal, quando um pit bull ataca um ser humano, logo querem amordaçá-lo, castrá-lo ou mesmo eliminá-lo com uma injeção letal. Isso, aliás, é praticado em alguns estados americanos. Por aqui as autoridades até que pegam leve, apenas fazendo exigências que quase nunca são cumpridas pelos donos desses terríveis animais.

O pit bull não é exatamente um cão, do tipo melhor amigo do homem. Ele é uma besta-fera gerada de vários cruzamentos que tinham por objetivo criar um animal forte, de temperamento instável, apropriado para guerras e lutas. É, portanto, um bicho feroz de natureza, que sofre de transtorno bipolar crônico. Isto é, seu humor muda da água para o vinho num piscar de olhos. Quando isso acontece, salve-se quem puder!

O curioso é que ainda existem caras que insistem em criar essas feras. Pior ainda, gostam de desfilar em vias públicas levando-as pela coleira, na maioria das vezes sem focinheira – o que é um desrespeito à lei. O Brasil, aliás, é recordista em leis que parecem ter sido feitas apenas para dar uma satisfação à opinião pública. Se fosse pra valer, a polícia levaria em cana quem acha bonito desfilar com uma fera em locais impróprios, onde geralmente as pessoas normais gostam de caminhar, correr ou passear com os filhos. Na maioria das vezes, as autoridades só entram em cena depois que ocorre a tragédia.

Brincadeiras à parte, porque esta é de fato uma questão séria, as leis que envolvem animais deveriam ser cumpridas a risca. Tanto no tocante às feras como o famigerado pit bull, quanto no que se refere a esses caipiras que, mesmo morando na cidade grande, insistem em criar aves nativas em cativeiro. Além de ser uma maldade privar os pássaros do vôo, a vizinhança é que sofre com os assovios extridentes de araras, arapongas e papagaios. Assovios que, longe de ser cantos de alegria, devem ser na verdade pedidos de socorro.

No caso do pit bull, o animal é o menos culpado quando ocorre uma tragédia. Além de não ter pedido pra nascer, o bicho muitas vezes é criado justamnte pra ser um cão de guerra. Há casos em que o bicho é torturado pelo dono, que o coloca pra brigar em rinhas clandestinas. Portanto, sempre que um animal desses atacar uma pessoa que não tem nenhuma relação com ele, a lei deveria obrigar o dono – ele sim! – a usar focinheira toda vez que saísse na rua ou a lutar até a morte num ringue de luta livre.

 

Este post tem 2 comentários

  1. neno grande

    Oi Jorge,
    irmão e parceiro; você não tem jeito mesmo heim… surpreendea gente mais e mais positivamente,
    na maior… fico satisfeito e engrandedecido em lhe ter como amigo e parceiro sua consideração é muito importante pra mim. Tudo de bom irmão, e muito obrigado é muito pouco.
    Neno

  2. liana

    por que os pit bulls adoram morder eu odeio eles eles morderam o meu cachorro que raiva dia 21/08/09.

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