Nunca publiquei neste espaço artigo que não fosse de minha autoria. Criei Diário de Bordo exclusivamente para expressar minhas ideias e opiniões pessoais. Contudo, abro uma honrosa exceção para o professor LUÍS CARLOS PINTO, da cidade de Guanhães, que me enviou uma resenha sobre meu novo livro. Vamos a ela:
“Desde Palmeira seca e Condomínio solidão, tornei-me leitor do Jorge Fernando dos Santos. Fico à vontade com os personagens, o enredo, as temáticas que costuram sua escrita. Nos últimos dias, eu me dediquei à leitura de O anjo das quintas-feiras. Romance policial que nos atordoa do início ao fim.
“A morte violenta de um político abre o romance. O crime mobiliza a polícia, a imprensa e a sociedade em geral. O assassino age com frieza, não deixa rastros, não se deixa apanhar. Mas não para por aí. Mortes misteriosas tomam conta da história, e os alvos são sempre políticos ou autoridades locais.
“As ações ocorrem em Belo Horizonte, palco dos crimes, mas se estendem a outros lugares. A cidade de Sabinópolis, no Vale do Rio Doce, por exemplo, é um dos destinos do investigador Júlio Gouveia.
“Aos poucos, com o desenvolvimento da trama, tive a sensação de que já sabia as razões do assassino, mas estava enganado. Histórias paralelas se cruzam, sem que o leitor se dê conta. Alguém está agindo por vingança.
“O assassino tem acertos a fazer. Alguém precisa pagar a conta por todo o mal que fez a ele e à sua família. As maldades e os requintes de crueldade demonstram um desejo mórbido de fazer justiça com as próprias mãos.
“As vítimas estão todas envolvidas em casos de corrupção na administração pública. Pessoas honestas, cumpridoras da lei e da ética, são as principais afetadas. O assassino se vê como agente da justiça, pois viu suas relações familiares serem destroçadas pela ganância dos poderosos.
“Os personagens da história ocupam diversos papéis e espaços. O leitor acompanha o investigador, o repórter, autoridades e políticos corruptos, bem como os principais sujeitos atingidos por um emaranhado de culpa, traição, destruição e abandono.
“Diante de um cenário em que a lei não é o imperativo, a desordem se impõe e vidas são destroçadas, é legítimo que o reparo seja feito por meio da violência? O anjo das quintas-feiras nos faz refletir sobre o papel das instituições e os princípios éticos que fundamentam a sociedade.
“Onde a barbárie se impõe como lei, a violência predomina, poderosa e incontestada. Pergunta-se: vingança, justiçamento ou justiça?
“A obra de Jorge Fernando dos Santos nos convida a refletir sobre os fundamentos éticos que sustentam a vida em sociedade, e se apresenta como um alerta sobre o tipo de civilização que queremos construir.
“A narrativa ágil, marcada por reviravoltas, reforça a tensão do romance policial contemporâneo. Chegou a hora de ler O anjo das quintas-feiras!”
Uma das maiores qualidades de um ótimo escritor é conseguir surpreender até mesmo quem habitualmente acompanha sua carreira.
E o professor, com precisão, profundidade, leveza, merecido e confesso reconhecimento, fez jus a esta qualidade, presente em cada página da obra.
Parabéns a ambos!
Vou ler O anjo das quintas-feiras, motivado não apenas pela pepita valorosa do professor Luis Carlos, mas, tal como ele, por ser leitor de Jorge Fernando há muitos anos.
Um abraço, Jorge Fernando!
Ainda não comecei a ler o Anjo, mas se a digital do Jorge Fernando estiver lá, seguramente é um belo livro, como todos que ele escreve. O cara é um craque das palavras.
Muito obrigado, meu amigo Jorge Fernando, pela oportunidade ler O anjo das quintas-feiras. Um abraço.
Nunca havia lido Jorge, recentemente um amigo – o que assina essa resenha, me apresentou o autor. Que privilégio! “O anjo das quintas-feiras” é um texto que te prende do começo ao fim, é instigante e provocador! Obrigada, Luís! Vc não erra nas indicações 🙂