(Valter Braga/Jorge Fernando dos Santos), com Valter Braga

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Noite, alta madrugada
Vai um vulto pela estrada
O cruzeiro, a encruzilhada
Uma luz a lumiar: luarão
No chocalho da serpente
Vibram notas num repente
A viola é (a)parente
Alaúde, violão
Rezou a reza
A presa ilesa do amor

Diamante é pedra rara
Bem difícil de encontrar
Violeiro se compara
A garimpeiro a garimpar
E vai sim…

Na fumaça, o roseano
Rio abaixo, o oceano
Uiva um lobisomem insano
Corpo e alma a se perder: é o cão!
O tinhoso pactua
Galo canta, o homem sua
“Vade-retro”, ele flutua
Abre as asas, o azarão
Pisou na brasa
A brisa suaviza a dor

Diamante é pedra rara
Bem difícil de encontrar
Violeiro se compara
A lapidário a lapidar
E cai sim…

Quando o dia amanhece
O virtuose já esquece
Mas o acordo não fenece
Cumpre a sina o pecador
Melo…dia e noite na poesia
Um escravo canta a dor


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