Vandré – O homem que disse não
Geração Editorial
Capa: Alan Maia

Nos tumultuados “anos de chumbo”, uma canção se tornou hino contra a repressão e o arbítrio. Classificada em segundo lugar no 3º FIC (Festival Internacional da Canção), em 1968, “Pra não dizer que não falei das flores – Caminhando” foi aclamada pelo público do Maracanãzinho e logo contagiou o país. Seu compositor, Geraldo Vandré - o mesmo de clássicos como “Disparada” (parceria com Theo de Barros), “Porta estandarte” e “Fica mal com Deus” - teve que deixar o Brasil para não ser preso ou morto pela ditadura. O que pouca gente sabe é que, depois de amargar o exílio no Chile, ele retornou ao país pelas de um general amigo de sua família. Esta e outras revelações estão no livro “Vandré – O homem que disse não”, que marca a estreia do autor no ramo das biografias. Mas, afinal, Vandré foi preso e torturado? Vandré era comunista? Vandré ainda compõe? Por que resolveu sair de cena e se tornar amigo de oficiais da FAB? Estas e outras perguntas são respondidas pelo autor, depois de realizar uma vasta pesquisa sobre o famoso personagem da MPB.

Crítica

“Vandré - O homem que disse não (Geração, 278 páginas), de Jorge Fernando dos Santos, é excelente. Não é exaustivo e um dos motivos não é a falta de fôlego do autor, e sim o fato de que o artista ou ex-artista não concede entrevistas para biógrafos. Mesmo assim, o jornalista e escritor publica um livro equilibrado e indispensável para quem quiser entender a vida e a carreira do autor da música-hino Pra não dizer que não falei das flores (Caminhando) e da bela Disparada” - Euler de França Belém, Jornal Opção, 2015.

“Das páginas de O homem que disse não sai o compositor de uma obra intensa, poética, mas com pouco recurso a metáforas. Um músico com grande influência da cultura nordestina, que leva a viola para o festival. E que atinge o ápice de sua obra com Disparada, composição regravada por artistas que vão da dupla caipira Tonico e Tinoco à cantora e atriz italiana Ornella Vanoni” - Silvio Essinger, O Globo, 2015.

“Vandré - O homem que disse não traz impressionante relato sobre a trajetória do artista que ganhou o respeito do grande público e da imprensa especializada por enfrentar sozinho, os militares, apenas com um violão em punho e versos sinceros, para depois sair de cena e nunca mais cantar no Brasil, sumindo literalmente do mapa... Os bastidores de sua passagem pela televisão e os festivais que cantou são um deleite a parte, assim como a revelação do temperamento difícil do artista, que vivia se desentendendo com todo mundo ao seu redor” - Lucio In The Skay, 2015.

“Vale a pena ler o livro? Sim, se você é um fã de Vandré ou se não sabe nada sobre ele. Pelo sucesso que fez, pela mistificação ao seu redor, pelo seu temperamento enigmático, ele continua sendo um personagem instigante. E o livro é um eficiente clipping de tudo o que saiu sobre ele” - Thales Guaracy, blog do resenhista.

“Em 280 páginas, o jornalista Jorge Fernando dos Santos tenta decifrar um dos maiores enigmas da história da música popular brasileira. A vida de Geraldo Vandré é passada a limpo numa pesquisa minuciosa, que contribui com um misterioso capítulo que envolve música, sucesso, exílio e regime militar” - Alberto Villas, blog Villas News, 2015.

“Para alinhar o volume de informações que levantou, o autor dividiu o livro em 18 capítulos e optou por contar a história de Vandré no tempo presente. Aproximando a narrativa de um roteiro cinematográfico, ele tenta colocar o leitor no centro dos acontecimentos” - Daniela Castro, A tarde, 2015.

“Adorei a biografia não autorizada do Vandré. O texto está muito bom, linguagem madura, a rédea da narrativa firme em suas mãos e, o mais importante, é que você conseguiu jogar luz nova sobre fatos já conhecidos ou já muito debatidos. Muito boa a história dos bastidores dos festivais. Também a contextualização. Aprendi horrores” - Antenor Pimenta, escritor, numa carta ao autor, 2015.

“Mesmo as melhores biografias nunca são definitivas e são sempre lacunares...Vandré - O homem que disse não, de Jorge Fernando dos Santos, é excelente. Não é exaustiva e um dos motivos não é a falta de fôlego do autor, e sim o fato de que o artista ou ex-artista não concede entrevistas para biógrafos. Mesmo assim, o jornalista e escritor publica um livro equilibrado e in­dispensável para quem quiser entender a vida e a carreira do au­tor da música-hino Pra não dizer que não falei das Flores (Ca­minhando) e da bela Disparada” - Instituto João Goulart, 2015.

“O homem que disse não tenta decifrar o enigma em que Vandré se tornou depois de Caminhando. Embora seja um livro difícil de largar antes de terminar, o resultado não é satisfatório. Não por incompetência do autor, mas pela imprevisibilidade e tortuosidade da trajetória do biografado desde que retornou ao Brasil” - José Teles, blog Toques, 2015.

“Segundo o autor, Vandré não atende ao telefone e não aprova biografias. Isso não impediu que, na medida do possível, o livro jogue um pouco de luz ao maior enigma da MPB” - Emerson Gasperin, Diário Catarinense, 2015.

“O livro, escrito pelo jornalista mineiro Jorge Fernando dos Santos, é repleto de informações de qualidade, bem apuradas e contextualizadas. Além de ser prazeroso de ler também é bom de se ver, graças à variada iconografia sobre o artista” - Carlos Bozzo Júnior, blog Folha-Uol, 2015.

“A obra lança luzes sobre o mito e o enigma do homem carismático, contestador, controvertido que pagou caro por desafiar a ditadura, dizer ‘não’ ao regime e que, depois de ser amado pelo público e odiado pelos militares, resolveu se afastar dos palcos, para a perplexidade e tristeza dos fãs” - Jaime Cimenti, Jornal do Comércio, 2015.

“Há ressalvas, mas o livro é bem escrito e farto de informações para se conhecer mais sobre o paraibano Geraldo Pedrosa de Araújo Dias (Vandré é nome artístico). O enigma, no entanto, ainda não foi decifrado” - Luiz Fernando Vianna, Folha de S. Paulo, 2015.

“A biografia escrita por Jorge Fernando dos Santos é, seguramente, um dos mais importantes estudos já realizados sobre a vida e a obra de Geraldo Vandré. Vandré – O homem que disse não é fruto de uma minuciosa pesquisa” - William Costa, Correio das Artes, 2015.

“O conteúdo do livro é ótimo, as ilustrações perpassam toda a vida de Vandré. É definitivamente um livro rico e completo para quem gosta e admira esse artista mutifacetado” - Maria Gabriela Pedrosa, daliteratura.com.br, 2016.

“Mas o livro de Jorge Fernando é excepcional, além de rigoroso na apuração e na citação de fontes. O Vandré incompreendido por seus pares, que têm dificuldade de vê-lo como resultado do terror psicológico do mais terrível período de nossa história, tem, agora, sua dignidade restaurada” - blog de Gonçalo Júnior, 2015.